Chalita: R$ 50 milhões de propina, 25% de comissão

Com base no que conhecemos do “sistema” politico vigente no Brasil, fizemos uma estimativa a respeito do desperdicio do dinheiro público provocado pela corrupção e pela má administração. Segundo esta estimativa os nossos governos nas três esferas (federal, estadual e municipal) estariam desperdiçando 25% de todo o dinheiro que arrecadam. Foi exatamente o número que o traidor do Chalita utilizou na sua denúncia, mas referindo-se apenas à corrupção e nâo à má gestão. (incompetência administrativa). O Governador de São Paulo, ex-chefe do acusado pergunta porque o traidor resolveu delatar Chalita depois de 10 anos do “malfeito”. Agora acho que dá para os amigos entenderem porque o comediante italiano Beppe Grillo, que conseguiu cerca de 20% dos votos nas últimas eleições legislativas, propõe a extinção da classe política na Itália. Parece que Brasil e Itália têm muito mais coisas em comum do que a gente imaginava.

I – ‘Chalita recebeu R$ 50 milhões em propina’, diz ex-auxiliar

Homem que afirma ter atuado como auxiliar da pasta de Educação quando deputado era secretário diz que soma se refere a dinheiro e presentes de empresas

26 de fevereiro de 2013 | 2h 04

Bruno Boghossian e Fausto Macedo, de O Estado de S.Paulo

O analista de sistemas que acusa Gabriel Chalita (PMDB) de cobrar propina de empresários quando era secretário de Educação de São Paulo (2002-2006) afirmou que o deputado recebeu mais de R$ 50 milhões ilegalmente quando estava no governo. Roberto Grobman disse que viu Chalita receber caixas com “pilhas de notas de dinheiro” pelo menos seis vezes em seu apartamento e dentro da secretaria.

“Ele olhava aquilo eufórico, pegava o dinheiro e começava a distribuir (a auxiliares)”, afirmou, em entrevista ao Estado.

Grobman, ex-colaborador do grupo educacional COC (atual SEB), reforçou que Chalita cobrava 25% de empresas interessadas em firmar contratos com sua pasta. Ele afirmou ainda que usava uma sala, um ramal e um e-mail da secretaria, apesar de não ter sido nomeado oficialmente para cargo algum.

“Eu soltei só um fio; agora é só puxar que vão ver muita coisa suja”, declarou o analista.

Como funcionava o esquema de corrupção na secretaria?
Ele (Chalita) pedia dinheiro antecipado a qualquer empresa interessada em fechar contratos com a secretaria. A empresa dava parte do dinheiro antes e, depois, pagava outra parte.

Que valor era cobrado?
O Chalita cobrava 25% do valor dos contratos das empresas que queriam participar do esquema. Ele chamava esse valor de “golden number”. Ele até usava uma expressão errada em inglês: “gold number”.

Chalita pedia dinheiro diretamente às empresas?
Pessoalmente, não. Em reuniões, dizia ao Paulo Barbosa (secretário adjunto): “precisamos de tanto dinheiro”. Barbosa fazia o filtro para receber empresários.

Como era feito o pagamento?
Parte chegava em caixas de papelão – umas caixas fininhas, de 7 cm de altura, mas compridas, do tamanho de uma guitarra. Dentro dessas caixas vinham as pilhas de notas de dinheiro.

Quanto o sr. calcula que Chalita tenha recebido?
Acima de R$ 50 milhões, entre dinheiro e pagamento de despesas e produtos.

O sr. presenciou Chalita recebendo dinheiro?
Sim, no apartamento dele. Ele olhava aquilo eufórico, pegava o dinheiro e começava a distribuir aos auxiliares para que cumprissem missões.

Quantas vezes o sr. viu a entrega de caixas de dinheiro?
Um monte de vezes, acho que seis, sete ou oito vezes. Quem fazia a coleta era o Milton Leme, que foi diretor de tecnologia da informação da FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação). O outro era o (Luiz Carlos) Quadrelli, atual secretário de Desenvolvimento. Eles faziam as coletas nas empresas que participavam das licitações e entregavam a Chalita.

O sr. prestava favores a Chalita, em nome do grupo COC?
Minha parte era comprar produtos nas viagens internacionais. Se ele pedia, eu perguntava à empresa se podia comprar. TV de plasma, computador, um sistema de ponto eletrônico moderno de US$ 12 mil. O Chaim tinha um King Air e fretava uma empresa que levou Chalita para vários lugares.

Quanto custou a reforma do apartamento de Chalita?
O Chaim me mandou pagar com dinheiro da offshore. Uma empresa gastou R$ 93 mil, para um telão. Outra gastou US$ 89 mil.

O sr. trabalhou na secretaria?
Fui assessor de gabinete, mas sem nomeação. A chefe de gabinete Mariléa Nunes Vianna me deu uma sala, a 244-A. Eu tinha um ramal, eu tinha um computador, eu tinha um e-mail da secretaria, um e-mail do governo.

Faria acareação com Chalita?
É claro que sim. Tenho fotos minhas com ele. Eu corria com ele, viajava com ele, fazia academia junto. Não tenho medo de repetir o que disse. A verdade nunca dói. Tenho e-mails e fotografias que comprovam o esquema.

II – ‘Quais são as provas?’, desafia ex-secretário

26 de fevereiro de 2013 | 2h 04

Bruno Boghossian e Fausto Macedo – O Estado de S.Paulo

Gabriel Chalita rechaça categoricamente as afirmações de seu acusador. Em nota ele desafia. “Qual o interesse deste senhor e quais são as provas de suas acusações?” O deputado questiona por que as denúncias “surgem 10 anos depois de ter deixado a Secretaria de Educação da gestão Geraldo Alckmin”.

Sua defesa está a cargo do advogado Alexandre de Moraes que já pediu arquivamento das investigações sob alegação de que Grobman não apresentou provas.

Experiente, ex-promotor de Justiça, Moraes tem explicações para as acusações a Chalita. A assessoria do ex-secretário destaca que “todos os procedimentos instaurados foram arquivados a pedido dos próprios órgãos de investigação”.

O prefeito de Santos Paulo Barbosa (PSDB) afirmou que “tem a ficha limpa”. O Grupo SEB informa que “é vitima de seu antigo colaborador (Grobman), que sistematicamente o ameaça, desde que foram rompidos laços de prestação de serviços com ele, como atesta boletim de ocorrência registrado em 5 de fevereiro desde ano”.

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), defendeu o deputado Gabriel Chalita (PMDB) – que foi seu secretário de Educação de abril de 2002 a março de 2006 – das acusações de enriquecimento ilícito e fraudes em recursos públicos.

O analista de sistemas Roberto Grobman afirmou, em depoimento ao Ministério Público, que Chalita cobrava propina de 25% dos empresários que fechavam contratos com o governo durante sua gestão na pasta. Ele disse também que o deputado comprou um apartamento de aproximadamente R$ 4,5 milhões com o dinheiro desviado de um convênio.

III – Alckmin diz ter ‘confiança absoluta’ em ex-secretário

26 de fevereiro de 2013 | 7h 25      –      AE – Agência Estado

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), defendeu o deputado Gabriel Chalita (PMDB) – que foi seu secretário de Educação de abril de 2002 a março de 2006 – das acusações de enriquecimento ilícito e fraudes em recursos públicos.

O analista de sistemas Roberto Grobman afirmou, em depoimento ao Ministério Público, que Chalita cobrava propina de 25% dos empresários que fechavam contratos com o governo durante sua gestão na pasta. Ele disse também que o deputado comprou um apartamento de aproximadamente R$ 4,5 milhões com o dinheiro desviado de um convênio.

Alckmin disse que confia em seu ex-secretário, que classificou como “uma pessoa correta”.

“Tenho absoluta confiança (em Chalita), uma pessoa correta, séria e tem espírito publico. Confio no Chalita e confio no Ministério Público, que vai apurar e esclarecer”, afirmou Alckmin, na segunda-feira.

Grobman prestará novo depoimento à Promotoria do Patrimônio Público do MP de São Paulo na quarta-feira (27). Ele será ouvido às 14h pelo promotor Nadir de Campos Júnior, responsável por dois dos 11 inquéritos de natureza civil abertos após as denúncias feitas pelo analista de sistema.

Alckmin levantou suspeitas sobre a veracidade das denúncias, que foram feitas dez anos depois que Chalita assumiu a secretaria de Educação de seu governo.

“Acho estranho denúncia dez anos depois. Qual é o objetivo da denúncia? Por que dez anos depois? É estranho”, disse o governador, que evitou fazer especulações sobre os interesses políticos que poderiam estar por trás das acusações. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

IV – Chalita diz ‘confiar em Deus’ para ser ministro

Cotado para assumir Educação ou Ciência e Tecnologia, candidato derrotado à prefeitura de SP espera decisão de Dilma até fevereiro; Gerdau nega interesse em pasta

Nivaldo Souza- iG Brasília | 07/11/2012 18:53:3

O candidato derrotado à Prefeitura de São Paulo Gabriel Chalita (PMDB-SP) espera na providência divina uma decisão da presidenta Dilma Rousseff sobre qual ministério deverá ocupar. Ele está cotado para Educação (MEC) ou Ciência e Tecnologia (MCT). “Isso deve sair só depois das eleições do Congresso, em fevereiro”, disse ao iG , em referência à definição das mesas diretoras do Senado e da Câmara.

Chalita passou pelo Congresso nesta quarta-feira (7) para participar de reunião com o comando do partido. Questionado sobre qual é o ministério mais lhe agradaria, preferiu dizer que confia em Deus sobre a decisão. “Vamos confiar isso a Deus”, disse.

Chalita está entre os nomes para ocupar o MEC, caso Mercadante saia. A pasta seria concedida em troca do apoio ao candidato vencedor na eleição paulistana, Fernando Haddad (PT-SP). Mas o nome do ex-secretário da Educação do governo do PSDB paulista não é unanimidade no Planalto.

O MEC é tido por alguns como “grande demais” para reforçar a cota de ministérios ocupados pelo partido do vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP). O Planalto pensa em direcionar Chalita para Ciência e Tecnologia (MCT). O problema, nesse caso, é que há peemedebistas que definem o MCT como “pequeno demais” para ele.

Gerdau sem interesse

Outro cotado para ocupar um dos postos da Esplanada dos Ministérios, o empresário Jorge Gerdau afirmou ao iG que nunca foi sondado por Dilma para ser ministro. “É tudo fofoca. Ninguém falou comigo e não tenho interesse”, diz.

O nome do empresário do ramo siderúrgico aparece entre citados para ocupar o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, caso o atual ministro Fernando Pimentel migre para Casa Civil, no caso da colega Gleisi Hoffmann voltar para o Senado a fim de fortalecer a imagem para disputar o governo do Paraná, em 2014.

O nome de Gerdau também é bem visto no empresariado, interessado em ter um líder de peso com entrada no governo Dilma.

Fonte: Instituto Mãos Limpas Brasil

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