Paulo Ricardo critica abertamente Católicos Tradicionais

“Não se opor ao erro é aprová-lo e não defender a verdade é suprimi-la; com efeito, não denunciar o erro daqueles que praticam o pecado quando o podemos fazer não é pecado menor do que apoiá-los.” – (I Epístola do Papa São Félix III ao Bispo Acácio, de Constantinopla, de 483.)

Recebemos o seguinte trecho de uma provável palestra proferida pelo padre Paulo Ricardo, no qual ele cita católicos tradicionais que criticam padres e bispos, e além disso, alega que são “mais litúrgicos que Bento XVI” e que quando desligam o computador, “suas atitudes são piores que a de qualquer revolucionário liberal marxista e se porta que nem um gatinho diante da realidade”.

Segue o trecho:

“Existe muito católico de internet. Católico que na internet, no facebook, é mais tradicional, mais litúrgico que o Bento XVI. Pra falar mal de Padre e de Bispo parece um leão, mas quando desliga o computador, suas atitudes são piores que a de qualquer revolucionário liberal marxista e se porta que nem um gatinho diante da realidade. Precisamos de um exército de santos que não jogue toda a culpa na instituição, mas que viva a santidade e mude a realidade dela”.

(Padre Paulo Ricardo)

Pois bem, senhor padre, que fica em cima do muro e não decide a qual senhor servir: A Santa Igreja, ou ao modernismo, condenado na encíclica Pascendi por São Pio X.

Ao contrário dos católicos verdadeiramente tradicionais, ao contrário do senhor ou de outros neo-conservadores, nós CATÓLICOS, não aderimos e jamais toleramemos todo e qualquer tipo de profanação que venha de qualquer pessoa ou instituição, como na Canção Nova e em outros meios carismático por exemplo, onde há missas de diversas formas: Missa sertaneja, missa de “cura e libertação”, até missa funk.

Nunca vimos o senhor proferir um PIU sobre tais condutas do clero e dos membros desses movimentos.

Pelo contrário, em muitos casos o senhor até os defendeu[1].

Agora, chamar “muitos” católicos tradicionais de marxistas e leões sem nenhuma evidência disso? Você conhece quantos católicos tradicionais que fazem isso para dizer que é a maioria?

Deve saber de milhares, para dizer que é a maioria.

Já vimos o senhor do lado de Olavo de Carvalho[2] e de outros “direitistas”.

Ora, a Igreja é apartidária, não é senhor padre? Nós, também somos.

Condemamos o comunismo e o socialismo como a Igreja manda, mas também não apoiamos qualquer “lado político”.

Prove o que o senhor disse!

Esse tipo de comentário vindo de um padre supostamente conservador (correção: neo-conservador), é apenas mais uma prova que demonstra de qual lado o senhor está, do lado dos homens e não da Igreja ou da salvação das Almas.

Já dizia Paulo VI no encerramento do Concílio Vaticano II: “Toda essa riqueza doutrinal [Vaticano II] é dirigida numa única direção: servir o homem” (…).

E o senhor é quem está neste caminho.

E ainda nos chama de marxistas.

Já dizia Lenin: “Acuse os adversários do que você faz, chame-os do que você é.”

Por fim O senhor parece ignorar todo ensinamento de São Pio X contra as heresias e profanações dos modernistas e até mesmo de membros do clero.

Vamos combinar o seguinte? O senhor continua com as suas famosas “missas Cross” e qualquer outro tipo de missa profana por aí, e ensinando a famosa “teologia dos corpos” pregando que “cada orgasmo deve ser um grito de louvor a Deus” e negando o dogma “Fora da Igreja não Há Salvação” que nós continuamos firmes divulgando a Santa Tradição da Igreja.

“Assim como é lícito resistir ao Pontífice que agride o corpo, da mesma forma é lícito resistir ao Papa que agride as almas ou que perturba a ordem civil, e, a fortiori, ao Papa que tentasse destruir a Igreja.”

(São Roberto Bellarmino, De Romano Pontifice)

 


[1][2] Clique nas imagens para ampliar:

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Razões do êxodo dos católicos

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(…) “Quando Eu for levantado, atrairei tudo a Mim” (Jo, XII, 32).

Essas palavras se referiam, evidentemente, à crucificação. Mas, analogicamente, e com inteira propriedade, podem ser aplicadas à elevação da Hóstia, após a consagração, na Missa, visto que a Missa é a renovação do sacrifício do Calvário.

Primeira Razão: Ora, a Nova Missa escamoteia que a Missa é a renovação do sacrifício da Cruz. Ela escamoteia a noção de sacrifício propiciatório, escamoteia o ofertório, e acentua de modo excessivo a Ressurreição, dando a entender que todos estão salvos com a tradução de “pro multis” com a expressão “por todos”, e não “por muitos”.

Além disso, vários afirmam que a transubstanciação não é do pão e do vinho no Corpo e Sangue de Cristo, e sim da “comunidade” em Cristo. O povo é que seria transubstanciado e divinizado pela consagração. E o povo é que seria o sacerdote. O celebrante apenas presidiria a assembleia. Daí, a missa ter que ser rezada em vernáculo, e de frente para o povo.

Alguns desses erros podem tornar certas Missas inválidas. Outras certamente são sacrílegas. Por isso, ou Cristo não é realmente levantado, ou Ele é mal levantado, não obtendo o povo os frutos convenientes da Missa. E tem sido assim há décadas.

Cristo foi retirado do centro de nossas igrejas. Cristo não é exaltado como deveria ser. É natural então que o povo fuja, procurando o Redentor, que não mais encontra em certas igrejas. O povo fiel foge. As ovelhas se dispersam, e se refugiam em covis de lobos, em seitas e igrejolas heréticas precárias e enganadoras.

Segunda Razão: outro motivo do êxodo de católicos para igrejolas protestantes e pentecostais foi o ecumenismo do Concílio Vaticano II. Se todas as religiões podem salvar, por que ficar na Igreja Católica que — quand même — exige determinadas coisas que as igrejolas não exigem?

E a RCC carismática prepara uma ponte atapetada e delirante para os católicos irem às seitas carismáticas confessadamente heréticas, pois RCC e pentecostalismo protestante fazem a mesma coisa! É tudo igual, diz o povo. E de novo, foi o Vaticano II que preparou esse êxodo.
Terceira Razão: Uma terceira causa da dispersão das ovelhas fiéis foi a Colegialidade pregada pelo Concílio Vaticano II e aplicada diligentemente, após esse Concílio. Pela Colegialidade, os Bispos se consideram, agora, independentes do Papa. Eles julgam chefiar igrejas autônomas.

A Colegialidade foi um golpe no poder papal. Os Bispos “obedecem” ao Papa quando concordam com ele. E nem ligam para o Papa, ou o desafiam, quando discordam dele. A Colegialidade democratizou a Igreja. A Nova Igreja Conciliar é democrática. É relativista.

Hoje, cada um faz o que quer, na igreja conciliar. Ninguém manda. Sobretudo, ninguém obedece. A Igreja parece que virou república. A Colegialidade feriu o Pastor Supremo — o Papa – e as ovelhas se dispersaram.

Quarta Razão: As heresias e a ignorância do clero modernista. Os sermões do novo clero aggiornato são um descalabro. A Nova Missa fez do sacerdote um show man. E para atrair o povo, os seminários se preocupam em formar padres “simpáticos” (ridículos), “atraentes” (bonitinhos), labiosos” (parladores ignorantes). Já não se distribui ao povo fiel o pão da palavra de Deus. O novo clero demonstra uma ignorância teológica ao nível de suas virtudes…

Exemplo do que foi dito pode ser visto no trecho do livreco abaixo, escrito por padres modernistas:

Infelizmente, a linguagem “Tridentina” (do Concílio de Trento– 1545- 1563), muito certa naquele tempo, é uma espécie de “espelho deformante“:reflete uma figura completamente distorcida para hoje. Tanto assim que a linguagem “moderna” (especialmente dos jovens) não consegue “captar” o sentido de “puríssimo, infinito, perfeito”. Os JOVENS de hoje diriam: “Deus é um barato”, “crer em Deus é uma boa”,”Deus é legal, (…) XYZ” (Padre Luis Bedin, Creio O Recado Editora, São Paulo, 1996, p. 6. Substitui uma palavra abreviada, mas chula, por XYZ).,

Como um Padre escreve tais barbaridades?! Como isso se publica em letra de forma?!

Não se sabe o que é maior nesse texto, se a ignorância filosófica, ou se a incapacidade intelectual do autor… para falar respeitosamente…

Um padre com esse nível intelectual, e com esse cabedal filosófico e teológico pode atrair JOVENS que “captam” mas que não entendem o que ouvem. Porque “captam” pela “linguagem deles“, não pelo intelecto!

Um padre com essa “linguagem” e com essa ausência de conhecimento — que refletem uma ausência completa de Sabedoria — não pode atrair ninguém, nem JOVENS, por longo tempo. Tanto mais que os JOVENS, passados alguns anos, necessariamente amadurecem.

O clero JOVEM, porém, não amadurece. Fica eternamente zezinho…

O clero JOVEM é uma vergonha para a Igreja, e espiritualmente, é um enorme fracasso. Dai as contínuas apostasias e escândalos.

Toda fonte só dá a água que tem.

Em épocas de crise da Igreja crescem as seitas, como em lavoura abandonada crescem as ervas daninhas e o mato. Excomungados os erros, porém, se dará um rápido retorno das ovelhas perdidas ao redil.

Quando Cristo for de novo sacramental e corretamente levantado, Ele atrairá tudo e todos a Ele.

As seitas se derretem rapidamente ao calor do Sol de Justiça. As seitas são como fogo de palha: queimam rápido, e rapidamente se fazem cinzas, que o vento de Deus varre e faz logo desaparecer. Porque a misericórdia de Deus é infinita. (…) ”

Fonte: http://regisaeculorumimmortali.wordpress.com

A Missa Nova – D. Marcel Lefebvre

Conferência de Dom Marcel Lefebvre

QLefebreual é a crise que estamos atravessando atualmente? Manifesta-se, no meu entender, sob quatro aspectos fundamentais para a Santa Igreja. Manifesta-se, à primeira vista, acredito eu, e me parece que é um dos aspectos mais graves, porque, para mim, se se estuda a história da Igreja, dá-se conta de que a grande crise que atravessou o século XVI, crise espantosa, que arrebatou à Santa Igreja, milhões e milhões de almas, regiões inteiras, Estados na sua totalidade, esta crise foi, antes de tudo, uma crise do culto litúrgico; e que, se atualmente existem divisões entre aqueles que se dizem cristãos, há que se atribuir mais que a outras causas à forma de celebrar o culto litúrgico; e se os protestantes se separaram da Igreja, a causa principal é que os instigadores do protestantismo, como Lutero, disseram, desde o primeiro momento: “Se queremos destruir a Igreja temos que destruir a Santa Missa”. Esta foi a chave de Lutero.

Tinha-se dado conta de que, se chegasse a por as mãos na Santa Missa, se conseguisse reduzir o Sacrifício da Missa a uma pura refeição, a uma comemoração ou recordação, a uma significação da comunidade cristã, a uma rememoração ou memorial da Paixão de Nosso Senhor e, como consequência, que ficasse mais débil o mais sagrado que há na Igreja, o mais santo que nos legou Nosso Senhor, o mais sacrossanto, ele conseguiria destruir a Igreja. E certamente, conseguiu, por desgraça, arrebatar à Igreja nações inteiras, obrando dessa forma.

A Missa, um sacrifício

Pois bem. Hoje existe uma tendência, que ninguém pode negar, de pôr as mãos sobre a Santa Missa. Chega-se a alterar coisas que são essenciais na Santa Missa. E quais são estas coisas essenciais, na Santa Missa? Em primeiro lugar, a Santa Missa é um sacrifício. Um sacrifício não é uma refeição. Mas, na atualidade, se quis desterrar até a palavra sacrifício. Se fala de Ceia Eucarística, se fala de comunhão eucarística…, se fala de tudo o que se quer, com tal de não mencionar sequer a palavra sacrifício.

E apesar disso, a Missa é, essencialmente, um sacrifício, o Sacrifício da Cruz; não é outra coisa. Substancialmente, o Sacrifício da Cruz e o Sacrifício da Missa são a mesma coisa e o mesmo e único Sacrifício.

Não há outra mutação que na forma de oblação. Nosso Senhor se ofereceu de uma forma sangrenta, cruenta, no altar da Cruz, sendo Ele mesmo o Sacerdote e a Vítima. E sobre nossos altares, se oferece, sendo igualmente o Sacerdote e a Vítima, por ministério dos sacerdotes.

Somente o sacerdote é oMinistro consagrado pelo Sacramento da Ordem, configurado, pelo Caráter, ao Sacerdócio de Nosso Senhor Jesus Cristo, oferecendo o Sacrifício da Missa, na pessoa de Cristo: “in persona Christi”.

A presença real

Se se tira a Transubstanciação da Missa… Já que vos falei de Sacrifício, falemos agora da segunda coisa necessária, essencial, que é a Presença Real de Nosso Senhor, na Sagrada Eucaristia. Se se elimina a Transubstanciação… Esta palavra é de uma importância capital, porque, ao suprimi-la, se omite a presença real, e deixa, portanto, de haver Vítima.

Deixa de haver Vítima para o Sacrifício. E, portanto, deixa de haver Missa. Dizendo de outra maneira: deixa de existir Sacrifício e nossa Missa é vã. Ficamos sem Missa. (Deixou de ser o Sacrifício que nos deu Nosso Senhor, na Santa Ceia e na Cruz, e que mandou os Apóstolos o perpetuarem sobre o altar). É o segundo elemento indispensável. Primeiro, o Sacrifício, logo, a Presença Real. Falemos agora do Caráter sacerdotal do Ministro.

É o sacerdote, não os fiéis

É o sacerdote o que recebeu o encargo, de Deus Nosso Senhor, para continuar o Sacrifício. E de nenhuma forma os fiéis. É certo que os fiéis têm de se unir ao Sacrifício, unir-se de todo coração, com toda a sua alma, à Vítima, que está sobre o altar, como deve fazer também o sacerdote. Mas os fiéis não podem oferecer, de forma alguma, o Santo Sacrifício, “in persona Christi”, como o sacerdote.

O sacerdote está configurado ao Sacerdócio de Cristo, está marcado para sempre, para a eternidade. “Tu es sacerdos in aeternum”… Somente ele pode oferecer verdadeiramente o Sacrifício da Missa, o Sacrifício da Cruz. E, por conseguinte, somente ele pode pronunciar as palavras da Consagração.

De joelhos!

Não é normal que os leigos se coloquem ao redor do altar e que pronunciem todas as palavras da Missa, junto com o sacerdote. Porque eles não são sacerdotes no sentido próprio em que o é o sacerdote consagrado. Tampouco podemos considerar como coisa normal o ter suprimido todo sinal de respeito à Real Presença. À força de não ver nenhum respeito à Sagrada Eucaristia, acaba por não se crer na Presença Real. E quem se atreverá a chegar, por tal caminho, a coisa parecida, depois de meditar a divina Palavra, segundo a qual “ao nome de Jesus, que se dobre todo joelho, no céu, na terra e nos infernos”? Se somente ao nome há que ajoelhar-se, vamos permanecer de pé, quando está presente em realidade, na Sagrada Eucaristia?

Ao lugar onde se oferece um sacrifício, se dá o nome de altar. Por isso, não se pode aceitar, como substituto do altar, uma mesa comum, destinada às refeições, que, segundo recordava São Paulo, se encontram nos refeitórios das casas, para comer e beber. O altar tem que ser peça que não se traslade e onde se oferece e se derrama o sangue. No momento em que se converte o altar em mesa de refeitório se deixa de ser altar.

Tomado do protestantismo

Suprimir todos os altares que são verdadeiramente tais, pôr, em seu lugar, uma mesa de madeira, diante do altar que foi solenemente consagrado, é, precisamente, fazer desaparecer a noção de Sacrifício, que vimos é de importância capital para a Igreja Católica. E é desta forma como chegou e se consolidou o protestantismo. Por esta desaparição da ideia de Sacrifício, passou a Inglaterra inteira ao cisma e logo à heresia.

… Deslizando, deslizando, pouco a pouco, vamos tornar-nos protestantes, sequer sem dar-nos conta.
(Granby, Canada, 14/03/71)

Retirado do Livro “La Misa Nueva – Mons. Marcel Lefebvre” Editora ICTION, Buenos Aires 1983